terça-feira, 29 de novembro de 2011

Intervenção - Atelier Papel Machê (Bichinho)

Após vários testes, escolhemos o material mais viável e a montagem que nos trouxesse o efeito desejado , e organizamos os circuitos de modo que ficasse com o efeito que queríamos.

Depois de montar os 10 circuitos e coloca – los em caixas fabricadas de acetato por causa de provável chuva. Ligamos em paralelo a partir de extensões. 

Terminamos de colar todo o plástico bolha e o enrolamos para transporta-lo até Bichinho

Ao chegar na cidade. Começamos a montagem. No primeiro dia, colocamos o plástico branco (lisolene) em toda a extensão do corredor, e por cima deste, colocamos o plástico bolha. Mas tivemos uma dificuldade a ser enfrentada.  Pois como o nosso circuito era a partir de LDR e lasers, o plástico não poderia ficar até o chão, pois o laser teria que atingir diretamente o LDR. A partir daí, tentamos fixar o plástico através de bambus, que eram pendurados a partir das vigas, com  um barbante. Assim conseguimos resolver o problema dos lasers.  A pós pendurar e fixar os plásticos, começamos a montagem dos ventiladores, colocando-os nos seus devidos lugares, que trouxesse um efeito que nós desejávamos. Espalhamos os ventiladores por todo o corredor e a partir daí fizemos pregas no plástico para não ficar muito inflado.

Por fim, Instalamos os circuitos em todo o corredor, colocando uma lâmpada a cada 2 metros. E ligamos todos os circuitos na fonte da casa da intervenção.

Do lado de fora para conseguirmos chamar a atenção dos moradores e de outras pessoas, colocamos um holofote com sensor de presença do outro lado da calçada, que quando qualquer pessoa que passasse por lá, o sensor ascenderia a lâmpada, direcionando o olhar para o atelier.

Podemos dizer que conseguimos alcançar nosso objetivo.  Através da nossa percepção do lugar, queríamos passar para as pessoas, o que aquele corredor e aquele diferenciado atelier nos passou pela primeira vez que visitamos o local. O A escuridão do corredor, por falta de qualquer fonte de luz, trouxe ainda mais a sensação que queríamos passar. As luzes conseguiram guiar os visitantes até o atelier , passando pelo extenso corredor.
Montagem





Intervenção:





 Vídeo da Intervenção:

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Início dos testes da Intervenção de Bichinho

Começamos testando pela parte do plástico bolha, para termos uma noção se ele iria se movimentar com a presença de ventiladores.
Vimos, que é possível essa movimentação e partimos para a questão da iluminação, que irá ser feita a partir de um circuito, para conseguirmos o efeito desejado, ou seja, queremos que as lâmpadas se ascendam conforme o nosso próprio movimento diante do corredor, como se tivesse um sensor de presença. A partir daí, montamos o circuito, testamos no protobord e por fim colocamos na placa e soldamos.

1 - Teste com o Plástico Bolha





 2 - Testes com o Circuito (ainda em processo)



terça-feira, 27 de setembro de 2011

Massachusetts Institute of Technology, MIT

Massachusetts Institute of Technology é um centro universitário de educação e pesquisa privado localizado em Cambridge, Massachusetts, nos Estados Unidos. O MIT é um dos líderes mundiais em ciência e tecnologia. Dentre seus preeminentes departamentos e escolas, destacam-se: Sloan School of Management, Lincoln Laboratory, Computer Science and Artificial Intelligence Laboratory, Media Lab e Whitehead Institute.
O departamento pesquisado foi o Media Lab que tem como o lema : " o futuro é vivido e não imaginado", o Media Lab faz parte do departamento de pesquisa da escola de arquitetura e Urbanismo da MIT(Massachusetts Institute of Technology). Ele foi fundado pelo professor da MIT Nicholas Negroponte em 1980, juntamente com o ex-presidente do MIT Ciência, e conselheiro do presidente John F. Kennedy, Jerome Wiesner. As portas do edifício Wiesner são abertas em 1985, tendo seu crescimento devido aos trabalhos da architecture machine group da MIT.

Partindo do princípio em que vivemos num mundo onde a tecnologia está crescendo em uma forma bastante radical, o media lab desenvolve tecnologia para as pessoas criarem um mundo melhor. O Laboratório inclui rigorosas pesquisas, programas de graduação, com as disciplinas tradicionais sendo passadas com execelência. Designers de produtos modernos, nanotecnologias, visualização de dados, peritos, pesquisadores industriais, e pioneiros do computador interfaces trabalham lado a lado para inventar e reinventar experiência como seres humanos, podendo ser auxiliada por meio da tecnologia. Nos primeiros 10 anos, o Laboratório desenvolveu grande parte da tecnologia que permitiu a "revolução digital", e também o reforço da expressão humana: uma pesquisa inovadora variando de cognição e de aprendizagem, a música eletrônica e a holografia. Em sua segunda década, o laboratório investe na tecnologia de wireless, comununicações virais, máquinas com o senso comum, novas formas de expressão artística, e de abordagens inovadoras de como as crianças aprendem. Agora em sua terceira década, o Laboratório está centrado na "adaptabilidade humana", trabalho que vão de iniciativas para tratar doenças como a doença de Alzheimer e depressão, a sociabilização de robôs, que possam acompanhar a saúde das crianças ou dos idosos, como também para o desenvolvimento de "próteses inteligentes", que pode imitar, ou mesmo de ultrapassar as capacidades dos nossos membros biológicos.



High Low- Tech

O High-Low Tech Group integraaltos e baixos materiais tecnológicos, processos e culturas. Nosso principal objetivo é envolver públicos diversos em projetar e construir as suas próprias tecnologias, situando computação em novos contextos culturais e material, e desenvolvendo ferramentas que democratizar a engenharia. Acreditamos que o futuro da tecnologia será em grande parte determinado por usuários finais que irão projetar, construir e cortar seus próprios dispositivos, e nosso objetivo é inspirar, forma, suporte, e estudar essas comunidades. Para este fim, vamos explorar a intersecção da computação, física de materiais, processos de fabricação, artesanato tradicional e design.

Alguns exemplos mais importantes:
Living Wall
Leah Buechley, Emily Lovell, David Mellis e Hannah Perner-Wilson
Executar a sua mão sobre este papel de parede para ligar uma lâmpada, tocar música, ou controlar o seu torradeira. Este projeto de experimentos com papel de parede interativo que pode ser programado para monitorar seu ambiente, controle de iluminação e som, e geralmente servem como uma forma bela e discreta para enriquecer ambientes com recursos computacionais. O papel de parede em si é plana, construída inteiramente de papel e tinta. O papel é emparelhado com magnética módulos eletrônicos que servem como sensores, lâmpadas, interfaces de rede, e decorações interativas.




Media Lab - TED (SixthSense)
'SixthSense' é uma interface gestual que aumenta o mundo físico ao nosso redor com a informação digital e nos permite usar gestos naturais para interagir com essa informação

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Visita a Inhotim

Inhotim encanta qualquer pessoa. É um lugar que nos traz sensações maravilhosas, tranquilidade, calmaria, além de contar com seu imenso acervo de obras muito importantes. A obra escolhida pelo meu grupo é o Sonic Pavillion, do Doug Aitken.
Ao chegarmos ao ultimo numero do mapa, nos deparamos com um prédio circular, ou melhor, um cilindro. E a partir daí podemos entrar no edifício e sentirmos a sensação de estarmos lá dentro. Ao chegarmos, podemos notar, que o vidro é revestido por uma película, que só permite que as pessoas enxergam através quando é olhada perpendicularmente. As fotos a baixo tenta mostrar um pouco dessa sensação:

- Parte interna da Obra




 - Parte Externa da Obra


Ao Centro do Edifício, se encontra um buraco, aparentemente pequeno, de aproximadamente 200 metros de profundidade. Ao inserir microfones e amplificadores no centro desse buraco, podemos escutar os sons que vem da terra. Isso nos deixa bastante curioso, pois não dá para se imaginar os sons que são criados no interior da camada terrestre. Essa sensação é indescritível. Os sons alternam, oscilando de uma frequência para outra, nos deixando sem saber o que está realmente acontecendo.
Alguns Croquis:

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Obra Escolhida de Inhotim - "Sonic Pavilion" ("Som da Terra")

Obra: "Som da Terra" - SONIC PAVILION 2009
Artista: DOUG AITKEN

Com acesso por uma trilha isolada no meio da floresta e situado no alto de
um morro, Sonic Pavilion (2009) é uma construção dentro da qual o espectador
ouve uma transmissão contínua de sons emitidos a centenas de metros (aproximadamente 200 metros) no
interior da Terra e captados por microfones geológicos. A obra examina algo
que seria, de outra maneira, imperceptível e deflagra uma situação site-specific.
Aqui, a arquitetura se funde a uma obra de arte invisível que está sempre em
transformação, viva e respirando, interagindo com o visitante.

Matéria do Fantástico sobre o Som da Terra, mais um atrativo de Inhotim, o maior museu de arte contemporânea a céu aberto do mundo.

Abstração - Percepção em grupo (2° versão)

domingo, 18 de setembro de 2011

Cildo Meireles - Artista Escolhido de Inhotim

Biografia de Cildo

Cildo Campos Meirelles
O surgimento de Cildo Meireles, como um dos mais significativos artistas brasileiros de sua geração, coincide com o fechamento político provocado pela promulgação do AI-5, em 1968, e o conseqüente desenvolvimento de propostas mais conceituais.
Nascido na cidade do Rio de Janeiro, passa sua infância e adolescência entre Goiânia, Belém do Pará e Brasília, onde, por influência do pintor peruano Félix Alejandro Barrenechea, passa a dedicar-se ao desenho. Por volta de 1966, quando se preparava para ingressar no curso de arquitetura da UNB, é convidado por Mário Cravo a expor seus desenhos no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAMB) em Salvador, motivo pelo qual não chegou a realizar os exames de vestibular.

Em 1967, retorna ao Rio de Janeiro, onde cursa por um breve período a Escola de Belas Artes, e freqüenta o ateliê de gravura do MAM. Nesta época, abandona temporariamente o desenho, e dedica-se a uma produção de cunho mais conceitual, voltada à crítica dos meios, dos suportes e das linguagens artísticas tradicionais. Em 1969, agora como professor do ateliê do MAM, funda ao lado de Guilherme Vaz e Frederico Morais a unidade experimental do museu, da qual passa a ser diretor.
Desta convivência com F. Morais e Guilherme Vaz, nasceria também “Do corpo a Terra”, manifestação realizada no Parque Municipal, nas ruas, nas serras e nos ribeirões da cidade de Belo Horizonte, sob a coordenação de F. Morais, em 1970. Cildo participa com “Totem - Monumento aos presos políticos”, na qual evocava aos presos e desaparecidos políticos do regime militar.
Nestes anos de censura, medo, e silêncio, que se seguiram à promulgação do AI-5, Cildo Meireles destacou-se por uma série de propostas política e socialmente críticas, como por exemplo, seu trabalho em carimbo em notas de um cruzeiro: “Quem matou Herzog?”, de 1975. Uma mensagem explícita, ainda que anônima, de sua visão da arte enquanto meio de democratização da informação e da sociedade. Motivo pelo qual costumava gravar em seus trabalhos deste período a frase: “a reprodução dessa peça é livre e aberta a toda e qualquer pessoa”, ressaltando a problemática do direito privado, do mercado e da elitização da arte.
É também, neste mesmo período, que o artista elabora seu projeto “Inserções em circuitos ideológicos”, que consistia em gravar nas garrafas retornáveis de Coca-cola informações, opiniões críticas, a fim de devolvê-las à circulação.
Já no final da década de 1970, passa a explorar através de seus trabalhos, a capacidade sensorial do público (gustativa, térmica, oral, sonora) como chave da fruição estética, e em detrimento da predominância visual das artes plásticas. Emprega cada vez mais, mas sempre em função de uma idéia, materiais precários, efêmeros, de uso cotidiano e popular.
Particularmente na década de 80, Cildo Meireles não aderiu a proposta de revitalização da pintura, como grande número de artistas da geração 80 a fizeram. Ele seguiu com sua produção conceitual de múltiplas linguagens e suportes empregados. Entretanto, perpassando décadas e acumulando estilos e idéias, este artista - sendo um seguidor e fomentador da contravenção Duchampiana de dessacralizar a arte - incorpora em seu repertório um citacionismo irônico da tradição da arte que domina nos anos 80. Deste modo, ele promove amplas possibilidades de expressão sobre a escultura desmobilizada de preceitos formais.
Vale dizer, que a intensa produção de Cildo Meireles, ainda em andamento, ampliou seu campo criativo ao inserir instalação, objeto e tecnologia. Além disso, ele reafirmou seu compromisso com o público e não com o mercado de arte. Seu trabalho simboliza o máximo grau atingido pela relação aberta entre linguagem e interação.
Algumas obras de Cildo em Inhotim:
- Através:
Cildo Meireles, Através, 1938-1989, materiais diversos, 600 x 1500 x 1500 cm, foto: Pedro Motta

Através está entre as obras de Cildo Meireles nas quais, por meio de jogos formais com materiais cotidianos, o artista lida com questões mais amplas, como a nossa maneira de perceber o espaço e, em última análise, o mundo. Trata-se de uma coleção de materiais e objetos utilizados comumente para criar barreiras, com os mais diferentes tipos de usos e cargas psicológicas: de uma cortina de chuveiro a uma grade de prisão, passando por materiais de origem doméstica, industrial, institucional. Sempre em dupla, os elementos se organizam com rigor geométrico sobre um chão de vidro estilhaçado, oferecendo diferentes tipos de transparência para os olhos, que à distancia penetra a estrutura. O convite é que o corpo experimente de perto esta estrutura, descobrindo e deixando para trás novas barreiras. Com sua conformação labiríntica e experiência sensorial de descoberta, Através e seus obstáculos aludem às barreiras da vida e ao nosso desejo, nem sempre claro, de superá-las.


- Desvio para o vermelho I: Impregnação, II: Entorno, III: Desvio
Desde o fim da década de 1960, Cildo Meireles tem se afirmado como voz única na arte contemporânea, construindo uma obra impregnada pela linguagem internacional da arte conceitual, mas que dialoga de maneira pessoal com o legado poético do neconcretismo brasileiro de Lygia Clark e Hélio Oiticica.
Seu trabalho pioneiro no campo da arte da instalação prima pela diversidade de suportes, técnicas e materiais, apontando quase sempre para questões mais amplas, de natureza política e social. Neste sentido, Desvio para o Vermelho é um de seus trabalhos mais complexos e ambiciosos – concebido em 1967, montado em diferentes versões desde 1984 e exibido em Inhotim em caráter permanente desde 2006. Formado por três ambientes articulados entre si, no primeiro deles (Impregnação) nos deparamos com uma exaustiva coleção monocromática de móveis, objetos e obras de arte em diferentes tons, reunidos “de maneira plausível mas improvável” por alguma idiossincrasia doméstica. Nos ambientes seguintes, Entorno e Desvio, têm lugar o que o artista chama de explicações anedóticas para o mesmo fenômeno da primeira sala, em que a cor satura a matéria, se transformando em matéria. Aberta a uma série de simbolismos e metáforas, desde a violência do sangue até conotações ideológicas, o que interessa ao artista nesta obra é
oferecer uma seqüência de impactos sensoriais e psicológicos ao espectador: uma série de falsas lógicas que nos devolvem sempre a um mesmo ponto de partida.

Cildo Meireles, Desvio para o vermelho I: Impregnação, II: Entorno, III: Desvio, materiais diversos, 1967-84, foto: Pedro Motta
- Inmensa