quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Novas percepções.
Durante a visita ao Museu de Arte da Pampulha (MAP), projetado por Oscar Niemeyer em 1943, pude enxergar novos detalhes e perceber realmente por qual motivo foi construído e os significados das suas reais características.

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Essa obra foi construída a pedido do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, no início da década de 40. E faz parte do conjunto arquitetônico da Pampulha (Igreja de São Francisco de Assis, A casa do Baile e o Iate Clube)

Suas características externas mais marcantes são o evidente afastamento em relação à rua e sua colocação na parte mais alta do terreno, isso destacava ainda mais o glamour e a ostentação da burguesia mineira da época, por se tratar de um Cassino, deixando bem claro que era um Edifício Elitista.

“Fiz este projeto em uma noite, não tive outra alternativa. Mas quando funcionava como cassino, cumpria bem suas finalidades, com seus mármores, suas colunas de aço inoxidável, e a burguesia a se exibir, elegante, pelas suas rampas.” Oscar Niemeyer
Há um jogo de materiais, deixando evidente a relação do interno (pilares revestidos, decoração mais luxuosa) e externo (ornamentações mais rústicas). Mostra também a mistura de curvas e retas que são uma certa leveza a obra. Esse é um estilo inconfundível de Niemeyer, mas teve também muita influencia do arquiteto Le Corbusier (1887 – 1966)

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Essa obra funciona como museu desde 1957, mas teve uma difícil ocupação para determinados fins, principalmente como um museu, por causa da sua exposição a forte iluminação, não sendo apropriado para as exposições.

A reforma feita em função das necessidades de adaptação para gerar um museu, destruiu parte da sua beleza com a falta de cuidados em preservar os detalhes originais, quebrando a linha dos vidros e das pilastras de forma brutal, dentre outros defeitos.

Aqui estão alguns croquis da Obra:
1. Fachada I

2. Fachada II


3. Fachada III

4. Rampas internas




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